Pesquisa da UFMG avalia saúde da população LGBTQI no Brasil

Pesquisa da UFMG avalia saúde da população LGBTQI no Brasil

Objetivo é melhorar atendimento nos serviços públicos de saúde, diz coordenadora do estudo.

Uma pesquisa on-line da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) quer identificar o que impacta a saúde da população LGBTQI no Brasil.

De acordo com Juliana Torres, coordenadora do estudo e professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, o objetivo do estudo “Inquérito Nacional de Saúde LGBTQI” é melhorar o atendimento dessa comunidade nos serviços públicos.

A iniciativa tem a parceria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as perguntas podem ser respondidas até o dia 19 de outubro.

O projeto busca a participação de voluntários, com idade mínima de 18 anos, e que morem no Brasil e que se considerem parte da população LGBTQI.

O questionário pode ser respondido anonimamente e tem aproximadamente 80 perguntas sociodemográficas, de sexualidade, violência e discriminação, além de condições e comportamentos em saúde, relacionados ou não com a Covid-19.

Ao final, o participante tem um espaço para se manifestar, caso queira compartilhar experiências.

Parada do Orgulho LGBT na Praça da Estação, em Belo Horizonte — Foto: Antônio Salaverry/Arquivo pessoal
Parada do Orgulho LGBT na Praça da Estação, em Belo Horizonte — Foto: Antônio Salaverry/Arquivo pessoal

Juliana fala que, com as respostas, um banco de dados será montado com informações para identificar o que está levando à melhora ou à piora da saúde.

“Esperamos que nos resultados da pesquisa seja possível identificar os determinantes sociais que impactam diretamente a saúde da população LGBTQI”, diz a pesquisadora.

Após a conclusão e divulgação dos resultados, os dados serão comparados com os da pesquisa do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG, feita em maio deste ano, para avaliar a saúde da população LGBTQI em relação à Covid-19.

A coordenadora conta, ainda, que oficinas serão realizadas em centros de saúde para divulgar os resultados e treinar os profissionais para melhorar o atendimento.

Até a manhã da última segunda-feira (28), Juliana informou que havia aproximadamente 920 respostas, mas que o grupo pretende chegar a pelo menos mil.

A pesquisa está sendo divulgada em sites, redes sociais e é conduzida por quatro pesquisadoras.

Espetáculo sobre ameaças à comunidade LGBTI+ em Mogi das Cruzes (SP) — Foto: Lillian Margarete/Divulgação
Espetáculo sobre ameaças à comunidade LGBTI+ em Mogi das Cruzes (SP) — Foto: Lillian Margarete/Divulgação

Imagem destaque: Casamento coletivo de LGBTs em Maceió. — Foto: Divulgação/TJAL

Fonte: G1

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