Ambulantes pedem flexibilização para trabalhar nas praias de Cabo Frio, RJ, no feriado de Nossa Senhora

Ambulantes pedem flexibilização para trabalhar nas praias de Cabo Frio, RJ, no feriado de Nossa Senhora

Infectologista da UFRJ afirma que praia tem baixo risco de contaminação pela Covid, mas aglomeração nas areias é perigosa.

Os vendedores ambulantes das praias de Cabo Frio, na Região dos Lagos, se reuniram nesta sexta-feira (25) na Prefeitura para pedir o retorno temporário ao trabalho no feriado de Nossa Senhora Aparecida. O feriado costuma reunir turistas de todo o país, e, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, onde se comemora a “Semana do Saco Cheio”.

De acordo com o Sindicato dos Ambulantes, no último feriado, 7 de setembro (Independência), nenhum trabalhador das praias foi contaminado pela Covid-19. A categoria criou um protocolo de distanciamento e higienização para evitar o contágio.

Apesar da proibição da permanência nas praias, a Praia do Forte fica cheia todo fim de semana de Sol. Neste sábado (26), a equipe de reportagem da Inter TV presenciou a equipe de fiscalização da Prefeitura observando o movimento, sem abordar os banhistas.

Em nota, o município afirmou que “orienta as pessoas a não ficarem na praia, haja visto que ela permanece fechada e a aglomeração continua sendo risco de contaminação”.

Segundo Luciano Mello, presidente do sindicato, a categoria ficou autorizada a trabalhar de 8 a 18 de outubro. A Prefeitura informou, apenas, que todas as medidas previstas no atual decreto estão vigentes e que qualquer alteração será publicada em Diário Oficial.

“A gente precisa voltar a trabalhar, porque foram 5 meses parados. A praia está lotada todo fim de semana, e nós estamos sem nossa fonte de renda. Não acredito que o trabalho dos ambulantes nas praias seja o grande causador do Coronavírus em Cabo Frio. Ambientes fechados estão liberados há meses e não são apontados como vilões nunca”, afirmou Luciano ao G1.

Segundo Edimilson Migowski, médico infectologista e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o praia é um ambiente de baixo risco de contaminação; no entanto, aglomerações nas areias são um fator agravante para o contágio.

Aglomeração na Praia do Forte — Foto: Paulo Henrique Cardoso/G1
Aglomeração na Praia do Forte — Foto: Paulo Henrique Cardoso/G1

“Certamente, o risco de transmissão na praia, em local aberto, ensolarado, ventilado, é bem menor que em locais confinados. Agora, um problema é na ida até a praia, se pega transporte público, e as aglomerações. Mas, sem dúvida, existe um risco menor que um bar, restaurante e similares. Mas é importante usar máscara e manter um distanciamento de 2 metros pra curtir a praia sem maiores problemas”, afirmou o especialista.

Imagem destaque: Praia do Forte ficou lotada neste sábado — Foto: Paulo Henrique Cardoso/G1

Fonte: G1

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